E tu? *
E tu, do que tens vontade? Nesses últimos três meses tenho tido vontades aleatórias, vontades inominadas, vontades terrenas. Umas coisas penetrantes, sem sentido, descabeladas e incógnitas. Aqueles momentos em que não há explicação e mesmo que ela, remotamente exista, nós desconsideramos. Direi-lhes do que tenho vontade: vontade de azul, de céu, de mar. Vontade de um café, daqueles quentes e aromáticos. Vontade de um abraço que dure uma tarde inteira e se perca pelo ar. Vontade de uma paixão verdadeira, sincera e de tons pastéis. Daquele amor anestésico, febril e memorável. Vontade de sentir saudade, de estar longe, de estar perto.
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